domingo, 21 de fevereiro de 2010

Doença de Legg-Calvé-Perthes.

Olá a todos, hoje postarei sobre uma patologia rara mais bastante importânte para nossos conhecimentos que é a Doença de Legg-Calvé-Perthes. Vamos lá??!!





A doença de legg-Calvé-Perthes (DLCP) começou a ser descrita em 1910 como sendo uma necrose avascular do núcleo de ossificação da epífise proximal do fêmur seguida por uma fratura subcondral, revascularização e remodelação do osso morto durante o desenvolvimento da criança.

Até os dias atuais, não se sabe o que causa a obstrução transitória da circulação na cabeça femoral. Dentre as investigações encontram-se trombofilia, acréscimo da viscosidade sanguínea, infarto de repetição, alterações lipídicas e aumento da pressão hidrostática intracapsular, podendo ser também de origem genética, mais até hoje não foi constituído um padrão de hereditariedade evidente.

A doença provavelmente varia de acordo com a localização geográfica, atingindo em maior número a raça branca, o sexo masculino e instatalando-se entre 2 e 19 anos, com maior incidência em criança de 6 anos de idade, tendo acometimento bilateral presente em 10% a 20% dos portadores, sendo o lado esquerdo um pouco mais acometido que o direito.

As manifestações clínicas são representadas por dor, claudicação e limitação de amplitude articular de movimento, sendo de intensidade diferente em cada paciente. A dor pode ser relatada no quadril, mais na maior parte dos casos é referida na região medial da coxa ou joelho (na inervação do nervo obturador). A abdução, a flexão e a rotação interna de quadril tem qualidade e quantidade comprometidas.

O prognóstico varia de acordo com o portador da DLCP, sendo considerada um mau prognóstico a subluxação da cabeça do fêmur, horizontalização da placa epifisária e calcificações laterais a fise. Um fator importante ao prognóstico é a idade no momento do ínicio dos sintomas. Geralmente os menores de 6 anos apresentam uma enfermidade leve com bons resultados, os que tem entre 6 e 9 anos, possuem sintomas moderados e aqueles que tem mais de 9 anos geralmente apresentam um quadro severo com resultados de regulares a ruins em longo prazo. A extensão da afecção, sexo, peso corpóreo e forma da cabeça femoral na maturidade esquelética, também são fatores que influenciam na enfermidade.

O tratamento tem como objetivos reduzir a irritabilidade e dor no quadril, prevenir deformidades, restaurar ou manter a mobilidade das estruturas afetadas, impedir a extrusão da cabeça femoral e por fim retomar a forma esférica da cabeça femoral.

A fisioterapia atua como parte do processo de reabilitação do paciente utilizando: técnicas de alongamentos passivos de músculos da região do quadril, principalmente dos flexores de quadril (reto femoral e iliopsoas), exercícios de fortalecimento dos músculos que realizam flexão, extensão, adução e abdução de quadril, facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), crioterapia, hidroterapia, repouso e tração cutânia crânio caudal, treino de marcha, melhora da postura global e manutenção da cabeça femoral em contato com acetábulo para que a reossificação seja a melhor possível.



Tá ai pessoal aproveitem!!!!

Mandem idéias de patologias para que eu possa escrever.

Até mais...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tendinite bicipital-tratamento fisioterapêutico

Na face anterior do braço encontramos o músculo bíceps braquial, que é formado por duas porções (uma longa e outra curta). Como regra, as patologias do bíceps acometem a porção longa do mesmo, que é aquela que o esforço de alavanca é mais intenso.
O bíceps braquial é o principal músculo envolvido na flexão de cotovelo, funcionando como músculo acessório na flexão de ombro participando assim das atividades do dia a dia, já que a flexão do braço é primordial.
A inflamação do tendão do músculo bicipital é uma das causas mais frequentes da dor no ombro. Pode existir de forma isolada, ou em associação com outras patologias desta articulação.
A tendinite bicipital se manifesta geralmente por dor na região antero-superior do ombro.
O tendão da cabeça longa do bíceps ao passar através do sulco bicipital pode inflamar devido a traumas repetidos. A dor pode ser aguda, porém usualmente é crônica e é relacionada ao pinçamento do bíceps pelo acrômio. A palpação no sulco bicipital (teste de speed) se torna bastante dolorosa, sendo importante realizar a palpação bilateralmente.

Diagnóstico:

  • Dor na face anterior do braço e ombro localizada sobre o tendão, principalmente na corredeira bicipital;
  • Para diagnosticar é importante a palpação local e as movimentações especiais;
  • Teste de Yergason: dor local quando é realizado supinação do antebraço contra-resistência com cotovelo fletido a 90º junto ao tronco;
  • Teste de Speed: dor expontânea ou a palpação pela flexão do ombro contra resistência;
  • Diminuição da força e potência do músculo;
  • Dor ao alongamento passivo da musculatura.

Tratamento Fisioterapêutico

Para controlar a inflamação, promover cicatrização e alivio de dor deve-se usar modalidades fisioterapêuticas como ultra som, laser, kinesiotaping, infravermelho, TENS entre outros.

Para reduzir o trauma repetitivo que cause o problema é necessário a orientação do paciente e sua cooperação. O ambiente e os hábitos danosos devem ser eliminados.

Para manter a integridade e mobilidade dos tecidos inicie a mobilização precocemente.

Inclua amplitude de movimento passiva, ativa e contração isométrica. É importânte no ombro estímular a função estabilizadora da bainha rotadora, bíceps braquial e músculos escapulares na intensidade tolerada pelo paciente.

Para controlar a dor e manter a integridade articular use exercícios pendulares sem peso para causar separação articular e movimentos oscilatórios que inibem a dor.

Melhorar ADM, ganho de propriocepção, após o desenvolvimento do controle da postura sem exarcebar os sintomas iniciar fortalecimento muscular, orienta-lo a realizar alongamento e exercicios antes do trabalho, realizar pausas durante o expediente de serviço se o mesmo for de natureza repetitiva e manter um bom alinhamento postural. E sempre lembrar que um tratamento fisioterapêutico não e uma receita de bolo então usem a criatividade.

Abraço...