Olá a todos, hoje postarei sobre uma patologia rara mais bastante importânte para nossos conhecimentos que é a Doença de Legg-Calvé-Perthes. Vamos lá??!!
A doença de legg-Calvé-Perthes (DLCP) começou a ser descrita em 1910 como sendo uma necrose avascular do núcleo de ossificação da epífise proximal do fêmur seguida por uma fratura subcondral, revascularização e remodelação do osso morto durante o desenvolvimento da criança.
Até os dias atuais, não se sabe o que causa a obstrução transitória da circulação na cabeça femoral. Dentre as investigações encontram-se trombofilia, acréscimo da viscosidade sanguínea, infarto de repetição, alterações lipídicas e aumento da pressão hidrostática intracapsular, podendo ser também de origem genética, mais até hoje não foi constituído um padrão de hereditariedade evidente.
A doença provavelmente varia de acordo com a localização geográfica, atingindo em maior número a raça branca, o sexo masculino e instatalando-se entre 2 e 19 anos, com maior incidência em criança de 6 anos de idade, tendo acometimento bilateral presente em 10% a 20% dos portadores, sendo o lado esquerdo um pouco mais acometido que o direito.
As manifestações clínicas são representadas por dor, claudicação e limitação de amplitude articular de movimento, sendo de intensidade diferente em cada paciente. A dor pode ser relatada no quadril, mais na maior parte dos casos é referida na região medial da coxa ou joelho (na inervação do nervo obturador). A abdução, a flexão e a rotação interna de quadril tem qualidade e quantidade comprometidas.
O prognóstico varia de acordo com o portador da DLCP, sendo considerada um mau prognóstico a subluxação da cabeça do fêmur, horizontalização da placa epifisária e calcificações laterais a fise. Um fator importante ao prognóstico é a idade no momento do ínicio dos sintomas. Geralmente os menores de 6 anos apresentam uma enfermidade leve com bons resultados, os que tem entre 6 e 9 anos, possuem sintomas moderados e aqueles que tem mais de 9 anos geralmente apresentam um quadro severo com resultados de regulares a ruins em longo prazo. A extensão da afecção, sexo, peso corpóreo e forma da cabeça femoral na maturidade esquelética, também são fatores que influenciam na enfermidade.
O tratamento tem como objetivos reduzir a irritabilidade e dor no quadril, prevenir deformidades, restaurar ou manter a mobilidade das estruturas afetadas, impedir a extrusão da cabeça femoral e por fim retomar a forma esférica da cabeça femoral.
A fisioterapia atua como parte do processo de reabilitação do paciente utilizando: técnicas de alongamentos passivos de músculos da região do quadril, principalmente dos flexores de quadril (reto femoral e iliopsoas), exercícios de fortalecimento dos músculos que realizam flexão, extensão, adução e abdução de quadril, facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), crioterapia, hidroterapia, repouso e tração cutânia crânio caudal, treino de marcha, melhora da postura global e manutenção da cabeça femoral em contato com acetábulo para que a reossificação seja a melhor possível.

Tá ai pessoal aproveitem!!!!
Mandem idéias de patologias para que eu possa escrever.
Até mais...